Maioria dos brasileiros recorre a “bicos” para fechar contas, empresas adotam “seleção às cegas”, entre outras notícias

Aumenta o número de trabalhadores fazendo “bicos”

O primeiro semestre de 2018 encerra com mais brasileiros recorrendo a trabalhos informais para conseguir complementar renda e fechar contas no fim do mês. Segundo o Estadão, um estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que 64,4% dos trabalhadores tiveram que fazer “bicos” para equilibrar as suas finanças. Vale ressaltar que, dentre esse percentual, 70% dos trabalhadores são oriundos de classes de menor renda. Para Marcela Kawauti,  economista-chefe do SPC Brasil, “o bico é mais frequente nas classes de menor renda porque essas famílias não têm margem de manobra e já vivem no aperto”.

Após greve dos caminhoneiros, menos vagas formais são previstas

Após um início de ano mais fraco do que o esperado e greve de caminhoneiros, economistas refazem as contas e projetam menos vagas de carteira assinada para o restante do ano. Situação essa que é piorada pela composição do mercado atual, com mais trabalho informal do que formal. De acordo o Estadão, A Tendências Consultoria havia estimado 800 mil novas vagas de emprego até dezembro de 2018, número que foi reduzido para 350 mil.

Mesmo com aumento de informalidade, estudo diz que não há volta de emprego formal

Depois de analisar outras recessões vividas pelo Brasil, Credit Suisse divulga estudo, com exclusividade pelo Estado de S. Paulo, que derruba tese levantada por economistas ano passado que afirmavam que aumento do número de trabalhadores informais alavancaria as vagas formais. Ele ainda aponta que apenas em 1999 e 2003 a recuperação do informal antecedeu a do formal. “Tentamos ver se a relação entre recuperação da economia e melhora do mercado informal aconteceu em outras recessões. Não observamos que a população informal reage primeiro e a formal vem depois. Só há relação estatística entre atividade econômica e mercado formal”, pontua o economista-chefe do banco suíço, Leonardo Fonseca.

Em prol da diversidade, empresas adotam “seleção às cegas”

Segundo Folha de S. Paulo, algumas empresas têm adotado um novo método de seleção a fim de evitar influência de preconceitos inconscientes. Esse tipo de seleção, conhecido como “às cegas”, funciona da seguinte maneira: a empresa contratante adota currículos que não trazem informações que normalmente são tidas como básicas, como nome, idade, endereço até o local que estudou. Em vez disso, pelo menos nas primeiras etapas da seleção, dá lugar a testes práticos realizados online. Com isso, são levadas mais em consideração as competências reais do candidato do que indicação de amigos ou se trabalhou em determinada empresa. Dentre as empresas que usam a seleção às cegas, estão a Nubank, a startup Vulpi e a agência Artplan.

 

 

 

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